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2.1.04

Para aqueles que ainda, de vez em quando, abrem ingenuamente este blogue adormecido os meus votos de um 2004 menos triste. 2003, em Portugal, não podia ter sido pior.

21.10.03

A NÃO PERDER

Foi o Aviz que me deu a pista para esse texto magnífico que vem no Desejo Casar a propósito de uma sessão de lançamento, na Alemanha, do último romance de António Lobo Antunes aí traduzido. Ri-me quase até às lágrimas. No meio da tristeza pátria (que tem contribuído para o silêncio deste blogue), salvam-nos estes momentos surreais e irrepetíveis.

11.10.03

Noite, o que é?
(para o Francisco José Viegas)

Um corpo sozinho. Um cigarro que sabe mal. A chuva que, lá fora, desenha uma pequena angústia sem nome. A casa está vazia. O wiskhy é novo. O telefone não toca. Há momentos em que a morte é possível, em que a morte seria boa. É nesses momentos que o coração explode e que nasce uma estrela nos confins mais remotos do universo. Como se chama o teu rosto? Que nome arde dentro do teu corpo? É noite. E a noite, o que é?

10.10.03

Parece que o novo aspecto gráfico mereceu a aprovação dos amigos que me visitam. Ainda bem. Gosto que gostem de mim...
Parece que a barra de links já voltou a aparecer.
A QUESTÃO DO TABACO

Fumador impenitente, tenho acompanhado as discussões sobre o tema que surgiram aqui pela blogosfera. Confesso que não me apetecia muito intervir - não gosto desses temas sobre os quais toda a gente tem opiniões radicais, como, por exemplo, o conflito israelo-árabe ou o caso Paulo Pedroso. Mas não resisto a dizer que os novos "avisos" incluídos nos maços de tabaco me parecem, além de inestéticos, intoleráveis do ponto de vista ético. Porque há aqui, convenhamos, uma grande dose de cinismo. Teoricamente, podia-se obrigar as grandes multinacionais do tabaco a reduzir a produção; podia-se acabar com as máquinas automáticas que proliferam por cafés e restaurantes; podia-se subir o preço de cada maço para valores que seriamente prejudicassem o consumo. Só que tais medidas punham em causa interesses económicos - e nesses, como é evidente, não convém tocar. A saída é pois "agredir" o elo mais fraco, o consumidor, sabendo à partida que os efeitos não vão ser muito visíveis. Ou seja, lavam-se as mãos ("vejam como lutamos contra o tabagismo...as campanhas que fazemos!") mas não se perdem os negócios chorudos com que essas mesmas mãos se sujam.
Se um dia deixar de fumar, não será pelos malefícios do tabaco - mas por não querer continuar a contribuir para os benefícios que dele advêm.
Uma mudança (mais uma) no aspecto gráfico do Oceanos fez com que desaparecessem os links anteriormente existentes. Pedimos desculpa pelos danos (eventualmente) causados, mas prometemos que a remodelação segue dentro de momentos...
Pensaste que as palavras te dariam
a ilusão de uma memória acesa
e de repente acordaste (quem diria)
perdido entre dilemas e o desejo

de ser outra vez um tempo antigo.
E não perguntaste ao medo as palavras
do medo. Nem perguntaste ao vento
porque anuncia a chuva e o Inverno.

Adormeceste virado para sul
como quem escuta os pássaros
e se descobre alado mas doente.

Eram sonhos os sonhos de outros sonhos.
E tu eras apenas a miragem
de uma sombra. Nada mais que espuma.
DESTAQUES

1. Os 25 anos da morte de Jacques Brel. Como estamos velhos... e como foi bom tê-lo ao nosso lado nos anos áureos da juventude!

2. A nomeação de Teresa Patrício Gouveia. Uma boa notícia. Um governo que de repente fica mais bonito... E sobretudo mais inteligente!

6.10.03

Luis Sepúlveda
Constato com alguma curiosidade a onda "anti"-Sepúlveda que desde há tempos veio ao de cima em certos recantos da blogosfera. Não é meu hábito vir a público defender autores, sobretudo quando me podem acusar de ser parcial por me ligarem a eles laços de profunda amizade. Mas dizer que Luis Sepúlveda é mais europeu que chileno, como faz o Francisco José Viegas, é esquecer tudo aquilo que ele fez no Chile e pelo Chile. E contrapô-lo a Coloane é ignorar que foi graças a Luis Sepúlveda que Coloane entrou no mercado editorial europeu. Não discuto aqui, como é lógico, os méritos relativos de cada obra - nem ponho em causa o direito de cada um a ter livremente as suas opiniões. Só que me desgostam os comentários apressados, as piadas em moda, o desprezo intelectual pelos autores que vendem muito...
Quem esteve em Évora e viu o Teatro Garcia de Rezende a abarrotar; quem esteve em Montemor e viu repleta de gente a praça fronteira à Livraria Fonte de Letras; quem esteve em Lisboa, no apinhado anfiteatro do Museu República e Resistência - sabe que Luis Sepúlveda é um autor muito querido dos leitores portugueses, como aliás se demonstra pela tiragem dos seus livros. Goste-se ou não se goste, não faz muito sentido denegri-lo. É um homem sério, é um homem generoso, é um homem que aproveitou o seu êxito para levar a reboque muita da nova literatura latino-americana. Quantos escritores se podem gabar do mesmo?

29.9.03

Amigos, eu não morri! Mas algumas viagens profissionais, muito trabalho e alguma dose de preguiça têm-me mantido afastado da blogosfera. Vou tentar "aparecer" mais vezes, sobretudo agora que, suspeito, também o Aviz vai voltar à normalidade...

12.9.03

CARLOS DE OLIVEIRA

A "Assírio & Alvim" iniciou a reedição das obras de Carlos de Oliveira. Saíram já os romances Finisterra e Uma Abelha na Chuva, duas obras-primas da literatura portuguesa do século XX. São estas coisas que, de vez em quando, ainda nos reconciliam com o país...
ROOMS FOR THE GIRLS

Segundo "O Independente", Maria Elisa Domingues não pagou a factura do hotel onde dormiu depois de assistir à "rentrée" política do PSD, realizada em Caminha no último fim-de-semana de Agosto.
Parece que a situação está a provocar um enorme mal-estar entre os social-democratas. Por 65 euros? Então a senhora foi fazer o frete a Caminha e nem sequer lhe pagam...a caminha?
ANTOLOGIA POÉTICA

Informam-se os eventuais interessados de que no endereço antologiapoetica.blogspot.com se ensaia a organização de uma antologia da poesia portuguesa. Devagarinho, claro, e com critérios cientificamente subjectivos. Simples modo de arrumar ideias...

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